15.11.08
ÚLTIMO INSTANTE
Ele olhou ao redor, atônito; Tudo naquele lugar era desconhecido. A cabeça doía e vozes e vultos socavam a mente. Respiração ofegante, mãos trêmulas, sangue. As mãos sujas de sangue estavam trêmulas! Lembraças de tempos remotos... Uma capela ou coisa parecida, cânticos, sermões... Tudo isso se perdia no turbilhão de idéias desconexas que ferviam dentro dele. Choro, agonia, ruídos, sombras... nada fazia sentido. "A Cruz! Eu me lembro da Cruz". Foi seu supiro antes de se entregar.
(Lucas de Oliveira)
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