22.12.08

SURDOS, CEGOS E MUDOS

Particularmente nessa época do ano, uma tristeza introspectiva se apodera de mim. Observo o comércio e a mercantilização dos princípios Crísticos e sou tomado por uma casmurrice intensa. É isso mesmo, caro leitor, esse que lhe escreve irá desabafar com você. Ligue a televisão, olhe as ruas, as avenidas, as lojas... O que vê? Tudo que consigo enxergar é a falta de sentido, a apatia.

Ricardo Gondim escreveu certa vez que "A desgraça do cristianismo foi ter se tornado uma opção morna". E eu fico pensando na maneira como os cristãos se comportam diante de tanta babaquice, mediocridade e superficialidade em que o mundo está mergulhado e choro por ser obrigado a dar razão ao teólogo mencionado.

Que banalização é essa? Qual é a essência dessas comilanças, amigos secretos e trocas de presentes? Jesus Cristo? Capitalismo? Alienação? Sim! Conseguimos misturar tudo isso. E a essa mistura demos o nome de Natal. Tenho ciência de que no muito, meia dúzia de pessoas lerão esse artigo. Até prefiro que seja assim... As vezes, tenho medo de parecer tão chato quanto realmente sou, por isso, que só os idiotas como eu possam ler essas devagações.

Fica aqui a minha revolta, meu protesto e os meus pêsames dedicados aos crentes que, gradativamene, perdem a audição, a visão e a voz no que se refere ao Reino.

No espírito Natalino,
Lucas de Oliveira.

6.12.08

Algumas considerações e dicas sobre Sexo Antes do Casamento, por C.S. L ewis


Muitas pessoas se sentem desencorajadas de tentar seriamente seguir a castidade cristã porque a consideram impossível (mesmo antes de tentar). Porém, quando uma coisa precisa ser tentada, não se deve pensar se ela é possível ou impossível. Em face de uma pergunta optativa numa prova, a pessoa deve pen¬sar se é capaz de respondê-la ou não; em face de uma pergunta obrigatória, a pessoa deve fazer o melhor que puder.

Você poderá somar alguns pontos mesmo com uma resposta imperfeita, mas não somará ponto caso se abstenha de responder. Isso não vaie apenas para uma prova, mas também para a guerra, para o alpinismo, para aprender a patinar, a nadar e a andar de bicicleta. Até para abotoar um colarinho duro com os dedos enregelados, as pessoas conseguem fazer o que antes parecia impossível. O homem é capaz de prodígios quando se vê obrigado a fazê-los.
Podemos ter certeza de que a castidade perfeita — como a caridade perfeita — não será alcançada pelo mero esforço humano. Você tem de pedir a ajuda de Deus. Mesmo depois de pedir, poderá ter a impressão de que a ajuda não vem, ou vem em dose menor que a necessária. Não se preocupe. Depois de cada fracasso, levante-se e tente de novo.

Muitas vezes, a primeira ajuda de Deus não é a própria virtude, mas a força para tentar de novo. Por mais importante que seja a castidade (ou a coragem, a veracidade ou qualquer outra virtude), esse processo de treinamento dos hábitos da alma é ainda mais valioso. Ele cura nossas ilusões a respeito de nós mesmos e nos ensina a confiar em Deus. Aprendemos, por um lado, que não podemos confiar em nós mesmos nem em nossos melhores momentos; e, por outro, que não devemos nos desesperar nem mesmo nos piores, pois nossos fracassos são perdoados. A única atitude fatal é se dar por satisfeito com qualquer coisa que não a perfeição.

Para sermos curados, temos de querer ser curados. Todo aquele que pede socorro será atendido; porém, para o homem moderno, até mesmo esse desejo sincero é difícil de ter. E fácil pensar que queremos algo quando na verdade não o queremos. Um cristão famoso, de tempos antigos, disse que, quando era jovem, implorava constantemente pela castidade; anos depois, se deu conta de que, quando seus lábios pronunciavam "ó Senhor, fazei-me casto", seu cotação acrescentava secreta¬mente as palavras: "Mas, por favor, que não seja agora." Isso também pode acontecer nas preces em que pedimos outras virtudes; mas há três motivos que tornam especialmente difícil desejar — quanto mais alcançar - a perfeita castidade.


C.S. LEWIS – Cristianismo Puro e Simples

21.11.08

QUANTO TEMPO FAZ?

É uma loucura! O tempo nos rouba, nos ameaça, nos tortura! Não comemos porque temos fome, não dormimos porque temos sono e nem sequer acordamos porque descansamos o suficiente. Fazemos tudo isso porque temos horários e regras a cumprir. A agenda pode não estar lotada de compromisso mas, a mente vive fervendo.

Muitos de vocês, já estão impacientes esperando chegar ao fim desse artigo, não é mesmo?

Estamos acostumados ao ritimo das máquinas. Nos robotizamos a cada dia e aprendemos a deixar nossa sensibilidade morrer; Não há tempo para conversas, começou o tele jornal; Não há tempo para leitura, estamos sempre cansados demais... E fica no ar aquela perguntinha bem cretina: "E a vida?". As refeições rápidas, as relações superficiais, os interesses que nos impulsionam... Mas, onde está a beleza, a graça?

Talvez, essas indagações sejam para você, meros desvairos de poeta vagabundo. Porém, gostaria muito que você refletisse um pouco: Que rumo você está seguindo? Você consegui reparar no céu, essa manhã? Conseguiu ver a cor dos seus próprios olhos no espelho? Consegui sentir o calor do abraço do seu familiar? Consegue ver a grandeza dessas coisas que você ignora?

Quanto tempo faz, amigo(a), que você não telefona pra alguém? Triste é saber que isso, de fato, é loucura de gente desocupada e que, se o escritor disso aqui tivesse um emprego, ele não teria tempo pra pensar nessas coisas... Estranho não é? Dedicamos as nossas vidas à algo que nos tira o prazer e viver, porquê?

Muito obrigado por esses minutos de atenção. Não quero mais tomar o seu tempo tão precioso. Ah, sim, só mais uma coisa; Se você puder, dê mais tempo à você.

(Lucas de Oliveira)

INTELIGÊNCIA = LIBERDADE




(Thiago Surian)

Hoje eu estava lendo um pouco sobre a História da Igreja e resolvi atacar de filósofo, lendo Boécio (475 - 524 d.c.), esse pai da Igreja que, sgundo dizem, (também) é o pai da filosofia cristã medieval. Ele fala um pouco sobre a importância da razão para sermos realmente livres; ou seja, quanto melhor o conhecimento que você possui mais livre você é (quantidade não representa nada, mas sim a qualidade do conhecimento). Segue uma importante reflexão de Boécio sobre essa liberdade que nos traz a tão almejada felicidade:

"Só os seres dotados de razão possuem Liberdade.Todo ser racional possui a faculdade de julgar, que o capacita a discernir entre o bem e o mal; agir com liberdade. Mas, do fato de a razão incluir a Liberdade, não se segue que todos os seres racionais gozem do mesmo grau de liberdade, visto que nem todos se servem igualmente bem de sua vontade. Deus e as substâncias intelectíveis superiores gozam de um julgamento infalível, de uma vontade inquebrantável e de um poder de ação eficaz e constante. Por isso a sua liberdade é perfeita e completa.

A alma humana, ao contrário, é tanto mais livre quanto mais se conforma (tomar a mesma forma) à vontade divina, e tanto menos, quando mais se afasta dela, para voltar-se às coisas sensíveis (ás coisas que nos fazem sentir emoções boas, ao invés de ficarmos naquilo que é correto segundo a Palavra de Deus); menos livre ainda é a alma que se deixa dominar pelas paixões terrenas. O grau extremo de servidão está em escravizar-se a alma aos vícios, a ponto de perder a própria razão. O supremo grau de liberdade e, portanto, de felicidade, está em se querer o que Deus quer e em se amar o que Ele ama: "O felix hominum genus - si vestros animos amor - Quo caelum regitur regat!" (Minha tradução livre: Oh, feliz o homem que se enche de amor, que o SENHOR o comanda) Longe de se excluírem, a Providência de Deus e a liberdade dos homem se complementam harmoniosamente.


BOÉCIO

20.11.08

A MORTE DE DEUS

"Deus está morto". - Nietzsche.

Me deparo com essa máxima "Nietzscheana" e sou tomado por inúmeros pensamentos. Como crente que sou, a princípio, acho um absurdo, uma blasfêmia! Mas, quando paro para refletir...

Não, Nietzsche não errou. Deus está morto, de fato. Infelizmente, no coração de muita gente, o que vive não é Deus. A ganância, o desespero, o ódio e a mediocridade são fatores tão vivos em nós, que literalmente, envenenam o que poderia haver de divino em nosso viver. O consumismo, o individualismo e toda essa cultura doentia que o capitalismo nos faz aderir, mata, assassina, aniquila tudo que pode ser santo, bom, bonito, grande, belo... Toda expressão de Deus.

Minha tristeza maior é saber que não foi um cristão que chegou a essa conclusão, e sim um ateu. Porém, uma sensação de conforto me domina quando olho para o céu forrado de estrelas, para as crianças correndo nos parques, para as aves passeando no espaço... Provo de uma paz inexplicável quando sinto aqui dentro de mim uma força, um resquício de Luz que nenhum filósofo metido a besta pode matar.

Todos esses "detalhes" berram junto com o firmamento e proclamam a glória do Criador, anunciando as obras de Suas mãos.

Pobre, Nietzsche... Morreu há tanto tempo e eu ainda posso sentir o Cristo vivo dentro de mim.

"Nietzsche está morto". - Deus.

(Lucas de Oliveira)

POR QUÊ, DEUS, POR QUÊ?


"Dias horríveis", "parece que deu tudo errado..." Não importa o nome que você dê: parece que há dias que não valem a pena serem vividos. Não importa se é uma segunda-feira chuvosa, se levou um escorregão no banheiro ou se aconteceu uma tragédia que pode mudar totalmente o curso de sua vida, acabando com todas as esperanças e partindo seu coração. Normalmente surgem três perguntas nessas situações:

• Por quê, Deus, por quê?
• Quando, Deus, quando?
• Vou sobreviver, Deus, vou?

Você fica pensando: Por quê? Por que eu? Por que agora? Por que isso? Por quê, Deus, por quê? Se você está fazendo estas perguntas, lembre-se de que não está sozinho. Elas são tão antigas quanto a própria humanidade. Desde a Queda, as pessoas tentam conciliar a bondade de Deus com o sofrimento da humanidade. Somente suas crenças sobre a vida determinarão o modo que você vai reagir às suas crises.

O Dr. Lloyd Ogilve sugere o seguinte:

Primeiramente, cremos que os problemas, as crises, perdas e qualquer coisa que não sai do jeito que gostaríamos é uma coisa ruim para nós. Tudo aquilo que interrompe o fluxo normal de nossa vida, que não é agradável e causa aflição não pode ser benéfico para nós. Os problemas são uma perturbação, uma invasão, uma ruptura, e nada disso tem benefício real.
Também cremos no nosso direito. Merecemos viver uma vida livre de problemas, especialmente se somos fiéis, diligentes, esforçados e visionários.
A terceira crença tem a ver com Deus. Se cremos nEle, se o servimos e se seguimos Sua Palavra, Ele assegurará (ou terá de assegurar) que nossa vida corra tranqüilamente, sem nenhuma dificuldade. Cremos que Deus nos deve um maravilhoso Cruzeiro marítimo pela vida.
Lembra-se de Jó, aquele homem que perdeu tudo em um único dia? Jó viveu crise atrás de crise. Ele pode ter se sentido como alguém que girou a roda da fortuna e perdeu tudo. Tudo se foi: família, amigos, posses, riqueza, reputação e saúde. Depois de vários dias de silêncio, Jó começou a fazer as perguntas que muitos de nós fazemos quando enfrentamos perdas:
Por que não morri antes de nascer? Por que não morro agora? Por que Deus está fazendo isso comigo? (você não se sentiu assim e chegou a perguntar onde está Deus?)
Jó perguntou 16 vezes a Deus: "Por quê?"
Nas 16 vezes Deus respondeu com o silêncio. Como um Deus amoroso poderia responder a um coração partido com silêncio? O silêncio não apenas parece uma resposta esquisita, como chega a ser quase cruel.

Mas, se Deus tivesse dado a resposta a Jó imediatamente, será que ele a teria aceitado? Você aceitaria? Ou argumentaria com Deus sobre a resposta dEle? A verdade é que você provavelmente não teria entendido as razões de Deus. O silêncio de Deus dá-nos a oportunidade de aprendermos a viver pela fé. Ele aumenta nossa capacidade de confiar nEle, o que, por fim, leva-nos a caminhar em amizade mais profunda com Ele.
Deus não explica todo o sofrimento do mundo ou o significado de cada crise que aparece.
Assim como Deus planejou as estações para produzir crescimento na natureza, Ele arranjou as experiências sazonais de nossa vida para o crescimento do caráter e de nossa relação com Ele. Alguns dias são ensolarados; outros, chuvosos. Ambos são necessários.
Somente Deus sabe a quantidade de pressão que você é capaz de agüentar. Em I Coríntios 13:13 lemos que Deus "não permitirá que sejais tentados além das vossas forças". Mas Ele permite que você seja tentado, sinta dor e sofra. Não, Ele não dá sempre aquilo que você acha que precisa, mas Ele dá a você aquilo que é necessário para que cresça.
Quando suas perguntas mudarem de "Por quê?" para "O que eu posso aprender com isso?", então você terá a resposta.

Norman Wright

A REJEIÇÃO DO REMÉDIO


Et sensi, expertus sum non esse mirum, quod palato non sano poena est et panis, qui sano suavis est, et oculis aegris odiosa lux, quae puris amabilis.
Senti e experimentei não ser para admirar que o pão, tão saboroso ao paladar saudável, seja enjoativo ao paladar enfermo, e que a luz, amável aos olhos límpidos, seja odiosa aos olhos doentes.
--Santo Agostinho


Esse verso nos faz refletir o papel do cristão na sociedade atual. Esse papel é simplesmente o mesmo papel de todos os cristãos em todos os séculos que já se passaram e nos que Deus permitir que venham - Somos a diferença desse mundo, somos o sal que salga, pois se fomos insípidos, seremos lançados fora.
Esse papel não é fácil de ser cumprido. Ainda mais em nossa sociedade ególatra e hedonista atual.

Ser diferente significa ir na "contra mão do sistema", "remar contra a maré". Muitos hábitos de hoje não saudáveis espiritualmente, ainda que pareçam inofensivos. Ferimos nossa ética e moral sem sentirmos culpa por isso. Quando encontramos alguém diferente de toda essa busca pelo prazer pessoal, o marginalizamos pois sua presença, ou mesmo proximidade, se torna algo desagradável e odioso até. Ninguém gosta de ser contrariado.

É perturbador e odioso, para a maioria, que lhes digam o quanto as coisas que lhes dão prazer são inúteis, pecaminosas e danosas. Preferimos a auto-ajuda e respostas bonitas do que recorrer à realidade coletiva - que é cruel. Para o pecador o futuro é tenebroso, me refiro ao inferno mesmo (Rom. 6:23). Agora, aqui está o problema: Somos todos pecadores. Mas aqueles a quem Cristo salvou, estão livres das garras da morte eterna, mas isso não pode trazer uma posição de conformidade em relação a esse mundo (Rom. 12:1,2). Então, por que nos comportamos como se estivéssemos espalhando alguma doença mortal? Por que somos tão omissos na pregação do Evangelho?
Agostinho nos advertiu, baseado nas palavras de Jesus (João 15:16-18), que o que é saudável, como o pão e a luz, é agradável para os saudáveis, mas o que é saudável é uma tortura e "odioso" para o organismo enfermo. Isso é aplicável à alma também. As almas enfermas se sentem mal ao receberem o que é saudável. Só a nossa presença, quando somos embaixadores do Reino Celeste, já se torna uma tortura e lhes desperta a raiva ou o desprezo.

Não nos conformemos, mesmo que soframos perseguições, pois espalhamos a cura para as enfermidades espirituais - Jesus!

Romanos 12:17 A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens.
18 Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.
19 Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.
20 Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.
21 Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.


Fiquem com Deus.

PENTECOSTALISMO BRASILEIRO E SUAS ONDAS


Fiz um breve estudo, após ler um excelente artigo do sociólogo Reginaldo Prandi, sobre as ondas o Pentecostalismo Brasileiro. Não é minha intenção atacar os pentecostais, nem sequer aumentar a "distância" entre tradicionais e pentecostais. Só quero fazer uma análise para entendermos um pouco as faces e origens históricas desse movimento tão forte nesse país.

Espero que seja de utilidade para quem gosta de entender as manifestações cristãs e como o corpo de Cristo se desenvolve e enfrenta desafios em nosso território:

A definição de "ondas" é algo utilizado pela sociologia e pela teologia, no campo de eclesiologia.

A 1º onda foi a chegada do pentecostalismo. Os pentecostais de 1º onda são os membros das primeiras igrejas pentecostais que chegaram aqui, ou seja, Assembléia de Deus e Congregação Cristã no Brasil. Esse onda ensina que o crente deve se separar das coisas do mundo que podem contaminá-lo; como certas roupas, certas músicas, etc. Esses são raros hoje em dia, mas são os mais respeitados pelos protestantes...

A 2º onda começou com a chegada da Igreja do Evangelho Quadrangular, que trouxe uma ênfase maior na "cura divina", que acabou sendo seguida por outros movimentos criados por aqui mesmo que enfatizavam "curas", "milagres", profecias, etc.. As igrejas que representaram essa onda são a Quadrangular, O Brasil Para Cristo, Deus é Amor, etc.. Nessa onda, também, aconteceu a "migração" de igrejas tradicionais históricas para o ramo Carismático Renovado, foi aí que nasceram a Batista Renovada, Presbiteriana Renovada, Metodista Renovada, Católicos Carismáticos, etc. Nós, cristãos históricos, reconhecemos como cristãos os movimentos que se utilizam de características até essa 2º onda, desde que sua teologia seja baseada nos pontos básicos e principais do cristianismo, que nós também seguimos.

A 3º onda foi inaugurada pelo missionário estadounidense fundador da Vida Nova (de onde saiu a Igreja Universal) e foi a continuação da segunda, mas as duas anteriores ainda pregavam ser a Bíblia como a única regra de fé e prática (mesmo com todas as doutrinas controvertidas que a 2º ttem), coisa que a 3º não faz questão de frisar, só que não admite que não segue a Bíblia... É um "pentecostalismo" mais preocupado com o Mercado, onde há concorrência entre Igrejas, busca de desempenho megalomaniaco, etc..

Nessa onda vale tudo. O sincretismo é algo muito forte nessa onda. Nessa onda que se utiliza de ferramentas de comunicação e alcance em masa, tais como Televisão, Rádio, bandas musicais com projeção regional ou nacional... Aqui que se encontram as igrejas e movimentos místicos, tais como Igreja Universal, Igreja da Graça, Renascer em Cristo, G12, Quebra de Maldições, Cura Interior, Namoro de Corte, Descarrego, Unção de imitação de animais, etc...

Nós, protestantes históricos, NÃO consideramos as denominações e movimentos da 3º onda (mesmo que adotado por uma igreja histórica) como genuinamente cristãos, mas como sectários (seita!).

Existe hoje uma movimentação evangélica de renovação da 3º onda, o que alguns estudiosos chamam de 4º onda, que nada mais é que a continuação da 3º (tanto que a maioria dos estudiosos rotulam os da "4º onda" como sendo da 3º). Nessa onda, a ênfase não está mais no campo espiritual. A pregação de que todo problema ruim é do diabo e toda coisa boa é de Deus, como é rezada na 3º onda, não faz muito sucesso nessa onda. Antes, a responsabilidade e os louros pelas coisas é quase sempre do homem. Ele é vítima despreparada das circunstâncias quando é acometido por algum problema, mas pode sair desse problema e vencê-lo se conhecer a si mesmo, pois assim conhece a Deus também, que habita nEle, segundo diz a onda. Essa onda pega carona na onda anterior e se utiliza de muitos recursos como música, jovens, coisas centradas às pessoas mais bem colocadas socialmente (ou pelo menos quem imita, ou almeja uma posição social maior), etc... Os maiores expoentes dessa onda são: Silas Malafaia, Bola de Neve, etc...


Links para estudo:



Explicação sobre "ondas do Pentecostalismo:
http://www.cienciaefe.org.br/OnLine/0401/sagrado.htm

Uma breve análise sobre a história do protestantismo brasileiro e as "ondas" do pentecostalismo atual:
http://www.anpuh.uepg.br/Xxiii-simposio/anais/textos/EDUARDO%20GUILHERME%20DE%20MOURA%20PAEGLE.pdf

Links com vários artigos e livros cristãos que analisam todas as ondas do pentecostalismo, são links para várias opiniões diferentes:
http://solascriptura-tt.org/Seitas/Pentecostalismo/index.htm

Fique com Deus.

15.11.08

ÚLTIMO INSTANTE


Ele olhou ao redor, atônito; Tudo naquele lugar era desconhecido. A cabeça doía e vozes e vultos socavam a mente. Respiração ofegante, mãos trêmulas, sangue. As mãos sujas de sangue estavam trêmulas! Lembraças de tempos remotos... Uma capela ou coisa parecida, cânticos, sermões... Tudo isso se perdia no turbilhão de idéias desconexas que ferviam dentro dele. Choro, agonia, ruídos, sombras... nada fazia sentido. "A Cruz! Eu me lembro da Cruz". Foi seu supiro antes de se entregar.

(Lucas de Oliveira)