Particularmente nessa época do ano, uma tristeza introspectiva se apodera de mim. Observo o comércio e a mercantilização dos princípios Crísticos e sou tomado por uma casmurrice intensa. É isso mesmo, caro leitor, esse que lhe escreve irá desabafar com você. Ligue a televisão, olhe as ruas, as avenidas, as lojas... O que vê? Tudo que consigo enxergar é a falta de sentido, a apatia.
Ricardo Gondim escreveu certa vez que "A desgraça do cristianismo foi ter se tornado uma opção morna". E eu fico pensando na maneira como os cristãos se comportam diante de tanta babaquice, mediocridade e superficialidade em que o mundo está mergulhado e choro por ser obrigado a dar razão ao teólogo mencionado.
Que banalização é essa? Qual é a essência dessas comilanças, amigos secretos e trocas de presentes? Jesus Cristo? Capitalismo? Alienação? Sim! Conseguimos misturar tudo isso. E a essa mistura demos o nome de Natal. Tenho ciência de que no muito, meia dúzia de pessoas lerão esse artigo. Até prefiro que seja assim... As vezes, tenho medo de parecer tão chato quanto realmente sou, por isso, que só os idiotas como eu possam ler essas devagações.
Fica aqui a minha revolta, meu protesto e os meus pêsames dedicados aos crentes que, gradativamene, perdem a audição, a visão e a voz no que se refere ao Reino.
No espírito Natalino,
Lucas de Oliveira.
22.12.08
6.12.08
Algumas considerações e dicas sobre Sexo Antes do Casamento, por C.S. L ewis
Muitas pessoas se sentem desencorajadas de tentar seriamente seguir a castidade cristã porque a consideram impossível (mesmo antes de tentar). Porém, quando uma coisa precisa ser tentada, não se deve pensar se ela é possível ou impossível. Em face de uma pergunta optativa numa prova, a pessoa deve pen¬sar se é capaz de respondê-la ou não; em face de uma pergunta obrigatória, a pessoa deve fazer o melhor que puder.
Você poderá somar alguns pontos mesmo com uma resposta imperfeita, mas não somará ponto caso se abstenha de responder. Isso não vaie apenas para uma prova, mas também para a guerra, para o alpinismo, para aprender a patinar, a nadar e a andar de bicicleta. Até para abotoar um colarinho duro com os dedos enregelados, as pessoas conseguem fazer o que antes parecia impossível. O homem é capaz de prodígios quando se vê obrigado a fazê-los.
Podemos ter certeza de que a castidade perfeita — como a caridade perfeita — não será alcançada pelo mero esforço humano. Você tem de pedir a ajuda de Deus. Mesmo depois de pedir, poderá ter a impressão de que a ajuda não vem, ou vem em dose menor que a necessária. Não se preocupe. Depois de cada fracasso, levante-se e tente de novo.
Muitas vezes, a primeira ajuda de Deus não é a própria virtude, mas a força para tentar de novo. Por mais importante que seja a castidade (ou a coragem, a veracidade ou qualquer outra virtude), esse processo de treinamento dos hábitos da alma é ainda mais valioso. Ele cura nossas ilusões a respeito de nós mesmos e nos ensina a confiar em Deus. Aprendemos, por um lado, que não podemos confiar em nós mesmos nem em nossos melhores momentos; e, por outro, que não devemos nos desesperar nem mesmo nos piores, pois nossos fracassos são perdoados. A única atitude fatal é se dar por satisfeito com qualquer coisa que não a perfeição.
Para sermos curados, temos de querer ser curados. Todo aquele que pede socorro será atendido; porém, para o homem moderno, até mesmo esse desejo sincero é difícil de ter. E fácil pensar que queremos algo quando na verdade não o queremos. Um cristão famoso, de tempos antigos, disse que, quando era jovem, implorava constantemente pela castidade; anos depois, se deu conta de que, quando seus lábios pronunciavam "ó Senhor, fazei-me casto", seu cotação acrescentava secreta¬mente as palavras: "Mas, por favor, que não seja agora." Isso também pode acontecer nas preces em que pedimos outras virtudes; mas há três motivos que tornam especialmente difícil desejar — quanto mais alcançar - a perfeita castidade.
C.S. LEWIS – Cristianismo Puro e Simples
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